sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A Reforma Religiosa na Alemanha

A Alemanha, no século XVI, era um conjunto de principados, ducados e cidades autônomas, sem nenhuma unidade política. Porém estas regiões faziam parte do Sacro Império Romano-Germânico e o imperador, nessa época, era Carlos V, de Habsburgo. O conjunto de sua economia era atrasado, agrário e semi-feudal, com um incipiente comércio no litoral norte.
A Igreja papal possuía mais de um terço do território alemão. Segundo E.A. Kosminsky: "Não havia na Alemanha outra instituição que suscitasse descontentamento tão unânime e generalizado como a Igreja. Uma enorme vastidão de terras e toda sorte de possessões pertenciam às instituições eclesiásticas; os bispos e padres viviam à custa dos cidadãos, que olhavam com inveja as enormes riquezas da Igreja. Todas as classes sociais estavam descontentes com a Igreja."

Num discurso feito à nobreza alemã, Lutero falou: "Acredita-se que mais de trezentos mil florins são enviados da Alemanha para Roma todo ano, sem nenhuma razão..."

Esses fatos aliados à patente imoralidade da Igreja, despertaram o sentimento nacional dos nobres-príncipes alemães, que almejavam confiscar as propriedades eclesiásticas, enquanto a burguesia protestava contra a drenagem de capitais para o Vaticano, a plebe ansiava por se libertar do peso dos incontáveis tributos eclesiásticos.

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